| Lixo orgânico: um problema em Estocolmo |
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| Cotidiano | |||
A meta nacional é de que no mínimo 35 por cento do lixo orgânico seja tratado biologicamente e usado como adubo ou biogás. Entretando apenas 5 dos 26 bairros de Estocolmo fazem a coleta do lixo orgânico, revela uma pesquisa do DN.Para Cecilia Julin e sua família que moram em Sollentuna, separar é regra. Restos de comida são jogados num container, lixo seco em outro e no porão ficam as lixeiras para latas, vidro, alumínio, plástico e qualquer tipo de lixo que possa ser nocivo. "Nós quase não temos mais lixeiras comuns. Separar o lixo se tornou regra para as crianças e agora elas são super engajadas", diz Cecilia. Seu filho Linus, de 8 anos, colou informações sobre a separação do lixo nos containers e Cecilia teve a iniciativa de organizar o depósito de lixo na escola das crianças. Mas não são todos que tem a possibilidade de separar o lixo como a família Julin. Apenas 5 dos 26 bairros de Estocolmo oferecem coleta seletiva do lixo orgânico, apesar de o biogas que pode ser originado do lixo gerar entre 20 e 24 vezes mais energia do que a usada na coleta e seleção. "Realmente não faz sentido. As razões podem em parte ser econômicas, mas também a falta de locais para o tratamento do lixo em Estocolmo", revela a expert em tratamento do lixo Linda Irebrand. Há dois métodos para tratar o lixo orgânico, um deles é produzir composta e para isso há vários locais em Estocolmo. Mas para o segundo metodo que consiste na decomposição dos alimentos para gerar biogas falta estrutura pois as instalações mais próximas para esse tipo de processo ficam em Uppsala e Västerås. Em Sollentuna, onde a familia Julin vive, a coleta de lixo orgânico é feita desde 1994. Os restos de comida sao transformados em composta que é usada em um adubo vendido em toda a região. "Quando nós começamos a coleta do lixo orgânicos foi por iniciativa própria, não havia discussão em nível nacional. Para poder atingir nossa meta de proteção ao meio-ambiente nós fomos obrigados a pensar em novas alternativas", explica Kristina Sjöblom, engenheira em Sollentuna. Os bairros de Sigtuna, Sundbyberg e Upplands Väsby planejam começar a coletar lixo orgânico em 2009. Solna já oferece aos moradores a possibilidade de separar os restos de comida mas, assim como acontece em Estocolmo, poucas residências usam o serviço. Para incentivar mais moradores a separarem o lixo orgânico o município reduziu o imposto anual dos moradores que possuem um container para lixo orgânico, mesmo que isso obrigue a cidade a pagar por mais coletas.Na região central de Estocolmo, é oferecida coleta seletiva para moradores de casas e apartamentos. Mas nos apartamentos é o proprietário ou imobiliária que decide como o lixo será separado. Até o momento, são poucos os que optam por separar o lixo, Estocolmo está abaixo da média nacional em coleta seletiva do lixo orgânico doméstico. "Nós temos focado no lixo dos restaurantes porque em Estocolmo há muito mais restaurantes do que em outros municípios", pontua Joanna Nilsson administradora no departamento de coleta seletiva em Estocolmo. O mapeamento do DN também mostra que a taxa da coleta do lixo varia bastante de acordo com o bairro. O custo de um containter de 190 litros que é recolhido quinzenalmente varia entre 1050 e 2220 coroas. "Pode haver uma diferença nos tipos de serviço incluídos na coleta e é automaticamente mais caro em áreas menos populosas", diz Linda Irebrand. Entre os cinco bairros que oferecem coleta de lixo orgânico estão ambos o que cobra a taxa mais cara e o que cobra a taxa mais barata pela coleta do lixo. "Naturalmente o custo para tratar o lixo orgânico é mais alto, mas o cliente não precisa pagar mais. Em longo termo todos tem a ganhar com esse sistema", complementa Per Thelander chefe de limpeza em Sollentuna.
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| Dom, 01 de Fevereiro de 2009 00:00 |
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