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Seg, 24 de Novembro de 2008 12:31 |
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Uma nova forma de felicidade
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Cotidiano
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O novo livro do professor de economia Micael Dahlés pode ser considerado um livro de gerenciamento. Ou um livro de auto-ajuda sobre como ser feliz na sociedade estressada em que vivemos hoje.
Micael Dahlén é professor na Handelshögskoka em Estocolmo. Ele escreveu alguns livros sobre marketing, criatividade e negócios. Ele acabou de lançar seu novo livro "Nextopia" onde ele apresenta sua última teoria, construída em torno do conceito de sociedade da expectativa. Dahlén quer dizer que a sociedade, nas últimas décadas passou por mudanças dramáticas. Graças às novas tecnologias, hoje em dia podemos trocar de trabalho, parceiro e telefone celular em velocidade relâmpago.
“Essas novas oportunidades que nós ganhamos podem nos deixar estressados, mas se aprendermos a lidar com a situação da maneira certa, podemos ser mais felizes do que nunca”, diz Dahlén.
De onde vem o conceito Nextopia? Eu comecei a pensar sobre como todas as novas possibilidades nos afetam. Eu procurei uma resposta na biologia e descobri que nós somos programados para sentir um excitamento para fazermos algo novo. Isso me mostrou uma nova perspectiva. Talvez essa seja a nossa natureza.
Procurar sempre um novo kick, isso não é apenas um tipo de droga? Na verdade eu li pesquisas sobre drogas. Fazer coisas novas tem um efeito parecido com cocaína. Eu observei experimentos em que uma quantidade ilimitada de cocaína e dada a ratos. Eles morrem como moscas, sem nenhuma satisfação. A diferença é que nós humanos conseguimos nos controlar.
Mas as pessoas não ficam estressadas com todas as possibilidades, sempre fazer algo novo? Sim, muitos podem se sentir estressados ou incomodados. O desenvolvimento foi tão rápido que o nosso cérebro não acompanha. Essa é uma mudança de paradigma e leva algum tempo que nos adaptemos.
E como era antes? Nós que nascemos no século 20 aprendemos que nos devemos viver com uma pessoa, ser leais a empresas e não correr atrás de novos produtos. Nós procuramos uma felicidade contínua, mas essa é uma busca impossível. Pesquisas mostram que um ano depois que nós casamos nós somos menos felizes do que antes do casamento. Nos não podemos permanecer em um estado de felicidade, nós precisamos de novas experiências.
Soa como a antítese da consciência... Nós não somos feitos para viver o agora. A expectativa de vida aumentou drasticamente desde a virada do milênio. Além de fatores óbvios como melhor alimentação, sistema de saúde e bem -estar social houve um aumento súbito e inexplicável nas estatísticas. Eu estou completamente convencido que a causa é que nos tornamos uma sociedade da expectativa. As expectativas nos mantém motivados por mais tempo. Se você procurar "dating +70" no Google vai encontrar dois milhões de entradas.
Como podemos fazer para maximizar nossa felicidade nessa sociedade da expectativa? Devemos aguardar ansiosamente o dia de amanhã ou alguma coisa que vai acontecer em três meses, coisas menores que não são inatingíveis. Assim a satisfação vem em doses equilibradas e você não se desaponta. Comprar uma casa faz você feliz mas ter uma casa não lhe faz feliz. Se você pensa assim que a compra é uma maneira efetiva de ficar feliz.
Mas nós não estamos prejudicando a natureza com tanto consumo? O que eu quero dizer no livro não é que devemos acabar com os recursos naturais. A vantagem da sociedade da expectativa é que ela nos desafia a um "consumo-trailler". Nós consumimos pequenas partes do todo. Hoje as pessoas são mais suscetíveis a ver o trailler de um filme do que o filme todo. E nos Estados Unidos o mini-hamburger é um sucesso.
Então tudo vai ser fragmentado? Sim, mas que longo e difícil é melhor que curto e fácil?
Micael Dahlén continua o projeto de seu livro no site http://nextopia.info/
*Entrevista concedida a Matilde Sköld e publicada originalmente no DN
Foto: Reprodução de TV
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