|
Brasil
|
|
Após a reportagem exibida pela Swedwatch com a investigação sobre a lavoura de soja no Brasil, feita por cientistas suecos e a Rádio estatal SR, uma grande quantidade de pessoas está apreensiva.
Segundo a reportagem 300 mil pessoas adoecem todos os anos no Brasil, com a lavoura de soja. Os casos de câncer aumentam paulatinamente, em conseqüência do uso de agrotóxicos tais como: endosulfan, metamidofos, acefat och parakvat, proibidos pela UE e pela Suécia. Tal soja é exportada para a Suécia, para servir de alimento para gados.
Como a soja é destinada ao alimento de gados e não de pessoas o governo não tem poderes para parar a importação do produto. É o que afirma Kjell Wejdemar ministro da secretaria de Fazenda.
Segundo Wejdemar, a decisão quanto ao uso de substâncias químicas é decidido por cada país e até que seja provado que há resíduos de tais substâncias na ração ou em alimentos não há motivos para parar a importação.
Quando o jornalista da SR insiste, “mas nem mesmo quando os trabalhadores das lavouras adquirem enfermidades em conseqüência dos agrotóxicos?” o ministro responde que esta é uma decisão a ser tomada diretamente pelos importadores.
O chefe de trabalho sustentável dos Representantes dos Fazendeiros de Gado declarou que o preço da carne subiria bastante se não se utilizassem agrotóxicos na soja.
A associação de consumidores suecos, em união com os pequenos produtores já se posicionou e vem enviando cartas de imprensa onde convoca a população para que o governo saiba “quem é que manda” e que façam boicote à carne sueca, com exceção daqu que possui o atestado de ecológica (Krav).
A idéia é que seja feito um boicote durante três meses contra a carne de suínos (apenas os suinícolas utilizam como ração esta soja, que alem de ser transgênica é produzida sob circunstâncias indevidas).
Uma grande parte dos consumidores suecos tem orgulho de produtos do país, uma vez que confiam na qualidade de seus produtos e não se importam em pagar mais caro pelos mesmos, mas se sentem traídos quando certos detalhes são Na carta de imprensa do dia 01o de Março a associação konsumentsamverkan diz: “ A principal exigência dos consumidores é a de que se possa confiar no alimento sueco”.
Já foi iniciada a campanha “Salvem nosso alimento!” Que conta com uma movimentação popular para que a informação atinja a todos com respeito aos produtos que consumimos na Suécia.
|
|
Seg, 08 de Março de 2010 01:28 |
.