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Uma garota que vivia em abrigo familiar (desde que seus pais tinham sido presos por tráfico de drogas) era vendida toda semana para entre 5 e 10 homens depois da escola.
Foi a mãe adotiva da “casa-de-família” onde a menina morava temporariamente quem fez denúncia à policia.
Anna era vendida por duas garotas de 17 e 19 anos e em troca tinha sua amizade. Nunca recebia dinheiro pelo serviço. Uma vez ganhou uma calca jeans e as acompanhou numa discoteque.
Vizinhos da casa onde Anna era vendida, viam a bagunça na casa, várias carros chegando e homens correndo para dentro e para fora da casa. Eles haviam denunciado ao Serviço Social mas nada acontecia, nem mesmo a policia se interessou em ouvi-los.
Anna está de volta morando com seus pais e a investigação está encerrada. As duas amigas que a vendiam foram sentenciadas por lenocínio mas nenhum comprador foi indiciado por não haver suspeitos.
Apesar de ser secreta a documentação da investigação policial, o Aftonbladet conseguiu, por permissão jurídica, acesso a partes da documentação. No depoimento de uma das “cafetinas” foram apontados diversos compradores, dentre eles: Um dono de loja, um dono de restaurante e um taxista.
Ao contatar a promotora do caso, Ulrika rogland, perguntando se os suspeitos apontados foram interrogados disse a promotora não ter ciência que haveriam mais testemunhas para serem ouvidas e que havia falta de provas e recursos para a investigação. Alem disso as meninas sentenciadas não quiseram falar muito pois têm seu próprio tribunal.
O que chamou a atenção da equipe do Aftonbladet é o fato de todos os envolvidos no caso se tratarem de roma. Segundo o jornal os roma parecem viver em uma sociedade fechada e têm seu próprio tribunal.
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