Culinária
Ter, 24 de Fevereiro de 2009 08:56    PDF Imprimir E-mail
A história da Sêmola
Culinária

Há mais de uma explicação quanto aos motivos pelos se comem Semlas, contudo, todos são baseados no jejum antes da Páscoa e do dia anterior à mesma data. Ainda na Roma antiga a Sêmola já existia, e o nome vem do latim  símile, que significa o melhor tipo de trigo. 

Uma outra palavra para Semla é hetvägg. O Hetvägg deve ser comido quente com leite. A palavra vem do alemão Heissweck. Heiss significa que o pão deve ser servido quente e, a segunda parte, Wecker, é a mesma palavra que Åskvigg ou blixt, que em sueco significa trovão ou raio. Até a 1500, o bolinho tinha a forma de uma cunha ou de uma cruz.

No ano de 1679 a sêmola se estabeleceu em Estocolmo e em 1700 o recheio de amêndoas se tornou mais e mais aceito na Suécia. A partir daí começaram a moer as amêndoas e a misturar creme de leite no creme da sêmola. Havia diferenças regionais sobre a forma como o bolinho deveria ser comido. 

Os moradores dos estados do norte, Norrlänningar,  comiam o bolinho como sobremesa após carne de porco e feijões açucarados bruna bönor enquanto que no resto da Suécia eram ingeridos como petiscos para o café. No sul da Suécia a tradição se diferia do resto do país por comerem o bolinho na segunda-feira ao invés da Terça-feira gorda.

Uma das histórias populares da sêmola conta que o pai do rei Gustav III, Adolf Fredrik, morreu na terça-feira gorda em 1771, após um grande jantar que entre outras coisas incluía chucrute, lagosta, caviar, champanhe - e, naturalmente o bolinho Semla.

Embora o bolinho já existia na Suécia desde muito tempo ainda não era popular até após a Segunda Guerra Mundial quando o racionamento de farinha, açúcar, manteiga, e creme-de-leite havia terminado e as massas de amêndoas estavam acessíveis.
Por muito tempo foi proibido o preparo e oferecimento de Sêmola, exceto às terças-feiras e na década de 50, a secretaria de fazenda recebeu um relatório da polícia onde constava um padeiro de Malmö que vendeu os bolinhos antes da terça-feira gorda.

Fonte: Swedish semleakademin

 
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Ter, 25 de Novembro de 2008 09:23    PDF Imprimir E-mail
Glögg - Vinho quente condimentado
Culinária

O Advento (do latim Adventus: chegada, do verbo Advenire: chegar a) inicia no quarto domingo antes do  natal. Sua chegada demonstra que já não falta muito para o Natal. É quando o stress e a ansiedade se misturam com o tempo de reconciliação e fraternidade. A marca mais visível deste dia são as velas nas janelas que são acendidas. A tradição é acender uma vela para cada domingo de advento até que as quatro estejam acesas. É também bastante tradicional abrir a casa aos amigos para uma reunião descontraída öppet hus e ofcerecer Glögg.

Em toda a Europa era comum a bebida feita de vinho quente e condimentado durante a Idade Média. Porém na Grécia antiga o ato de condimentar vinhos já existia há muito tempo.

A palavra Glögg vem de Glödga que quer dizer esquentar e a mesma foi utilizada pela primeira vez em 1609. O costume de beber o vinho condimentado foi abandonado na Europa, mas permanceu na Suécia, porém somente em 1890 a bebida tornou-se tradição natalina e cada adega criava sua própria receita e as garrafas eram vendidas com motivos natalinos, sempre com a imagem de Tomtar (Duendes).

Os condimentos serviam para esconder o sabor de vinhos de má qualidade porém dizia-se que os temperos faziam bem a saúde. Mas a bebida inicialmente não era para os menos favorecidos, uma vez que seus condimentos, como o açúcar eram artigos de luxo, só passando a ser acessível a todos a partir de 1800.

Hoje em dia na Suécia,  são vendidos todos os anos 4 milhões de litros da bebida durante o Natal.

Fonte: Museu do vinho e da Cachaça

 

 
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Qui, 02 de Outubro de 2008 11:30    PDF Imprimir E-mail
Bolinhas de Chocolate
Culinária

O que antigamente era chamado de negerbollar (bolinhas de negro) hoje em dia, são chamadas de chokladbollar (bolinhas de chocolate).



De políticamente incorreto a crime, o antigo nome das famosas bolinhas se tornou tabu na sociedade sueca. No entanto, existe uma certa "resistência silenciosa", uma vez que muitos cresceram comendo negerbollar e não pretendem passar a comer outra coisa.
Por este motivo, é provavel que de vez em quando ainda vamos ouvir alguém pedir uma daquelas bolas de negro. Se caso houver algum negro presente haverá um certo silêncio embaraçado e preocupado em que a palavra se torne um caso de polícia, por discriminação.

Para quem gosta das afamadas bolinhas, visite o nosso livro de receitas e faça uma você mesmo (a) e chame-as do que quiser!




 
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