Parece que alguém ditou para os artistas suecos que hoje em dia não basta produzir algo belo, aliás, se for bonito nem presta. Os mandamentos da arte agora são: chocar, barbarizar e polemizar. Mais um artista plástico da Konstfack, uma das academias de arte mais conceituadas de Estocolmo, é destaque na mídia através de sua arte criadas com a pele de suas nádegas.
Christer Chytraéus, de 24 anos, está cursando o último ano da educacão de cerâmica e vidraria. Ele esta expondo seu auto-retrato criado com pele de suas próprias nádegas. A obra de arte foi criada com a ajuda do Hospital Universitário de Linköping, onde as células do corpo do artista foram cultivadas.
Outros artistas que chamaram a atenção da mídia:
Um jovem artista, da universidade pública Konstfack, resolve criar como exame final uma experiência urbana chocante. Entra mascarado, trajando roupas pretas e picha o vagão do metrô, enquanto passageiros, chocados, observam. Para piorar a situação, o artista quebra uma janela e já do lado de fora continua pixando a parte externa do vagão. Todo o processo de vandalismo foi filmado e apresentado numa feira de artes em Estocolmo. Conta do estrago, das empresas de transporte SL para a universidade: 100 Mil coroas para limpeza e reparação.
Outra artista da Konstfack, Anna Odell, que fingiu estar sob efeitos psicóticos e tentando se suicidar na ponte Liljeholmsbron em Estocolmo. Uma obra que envolveu a participação involuntária de vários policiais. A artista planejou toda a ação e sabia que a polícia seria chamada e que ela seria levada para a emergência do hospital psiquiátrico S:t Göran. Anna estava bastante preparada e havia consultado um advogado antes da ação, que havia orientado a mesma durante o processo de criação.
Após a chegada da polícia, e em seguida a luta travada entre a “psicótica”e policiais até conseguirem imobilizar e colocá-la no carro para levar ao hospício, a artista chutava e gritava, de acordo com sua encenação psicótica. Quando já no hospital os enfermeiros constataram a impossibilidade de contato e decidiram aplicara-lhe uma injeção tranquilizante.
Anna acordou no dia seguinte e contou à médica responsável que tudo não se tratava de parte de seu trabalho de conclusão da faculdade e que o objetivo era demonstrar que tratamento recebiam as pessoas que já estavam em estado de pânico. Tal projeto é baseado em sua experiência pessoal há 15 anos. A conta: Desta vez a universidade não teve que pagar a conta, que ficou por conta da própria artista – Odell pagará 2 mil coroas ao Estado e acabou de iniciar o seu mestrado, onde continuará a desenvolver seu projeto.